Conheça 3 tendências que transformarão o jeito de mudar a partir de 2020

Conheça 3 tendências que transformarão o jeito de mudar a partir de 2020

Por Malu Wolk

As megatendências globais incluem consumo, comportamento, trabalho, economia e planeta. Afetam todo mundo e também o jeito de morar nas grandes cidades.

As tendências comportamentais estão aí e fazem parte do nosso dia-a-dia: conectividade, consumo racional, economia da experiência, vida urbana, nostalgia, eco sustentabilidade, design funcional, DIY, nômades urbanos, economia compartilhada, imediatismo e tantas outras. O futuro é agora e parece que nem percebemos.

Embora sutis, essas mudanças são constantes e seus impactos estão em todas os segmentos. No imobiliário é flagrante: as tiny houses, decoração minimalista, apartamentos cada vez menores; enfim, tudo tem um porquê e está relacionado ao nosso comportamento. Como moraremos daqui a alguns anos?

Especialistas nas áreas da construção, arquitetura e urbanismo predizem o futuro de nossos hábitos e são eles:

1 – Vida solitária na multidão

Postergando o casamento e não o vendo mais como uma passagem para a vida adulta, a demanda por micro apartamentos são altas: imóveis de 15m2 a 30m2 voltados para o jovem morador. Bem localizados e preparados para áreas comuns de serviços, como lavanderia, academias, home office; esses novos empreendimentos descolados agradam o cliente, com estilo, dinamismo e funcionalidade.

2 – Compartilhamento

O conceito de liberdade individual hoje está concentrando grupos com afinidades e interesse em comum. A troca de experiência entre pessoas que podem viver juntas já é um comportamento emergente na Europa. Empresas fazem a aproximação, por exemplo, entre idosos e jovens, quando no “vovô” há um espaço a mais na casa para receber o estudante. Bom para todos: o idoso, que ganha um novo ânimo com um contato com alguém mais experiente, e o jovem, que se sente mais confortável num local mais afetivo. Mais convívio, mais aprendizado e melhor qualidade de vida para todos.

3 – Em vez de posse, a hora é do acesso

As gerações passadas tinham o hábito de querer acumular patrimônio. Até justamente por causa de instabilidades econômicas, ascendência europeia (que conviveu com guerras) e a própria estrutura econômica e comercial fortaleciam esse desejo.

Nossa, nos anos 80, por exemplo, o tio que tivesse dois carros, telefone, casa com suíte; já era considerado o tio rico. Ah, e se tivesse casa no Guarujá ainda mais… Deus do céu, estava realizado na vida.

Hoje o comportamento é diferente: as pessoas não querem acumular coisas dentro de casa, que vão usar poucas vezes. Elas emprestam ou alugam. Ferramentas, utensílios domésticos, objetos de decoração e mesmo roupas de uso esporádico hoje são alugados. Não há mais sentido em investir nesses itens somente pela sua posse. As pessoas hoje precisam do acesso ao uso.

Como podemos atender a expectativa desse público mutante, e que a cada momento sente a necessidade de algo diferente, que até então não precisava? Claro, ficar de olho nas tendências e no comportamento social.

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