Você consegue identificar os maiores inimigos da inovação na empresa?

Você consegue identificar os maiores inimigos da inovação na empresa?

Por Maria Luiza Salvadori de Carvalho Wolk

Parece figurativo, mas não é. O congresso da vilania pode estar na minha, na sua ou na nossa empresa. Cabe a cada um de nós liquidar, de uma vez por todas, esses meliantes que sugam a nossa energia e impedem que as boas práticas de inovação se frutifiquem em solo fértil.

Não são pessoas, vilões ou marginais que promovem isso. São pequenos hábitos que se personificam e se agigantam diante do cotidiano. E contra eles, um arsenal muito bem elaborado precisa estar em ação entre toda a equipe do “p ao p” (do porteiro ao presidente).

E cá pra nós, eles são bem fáceis de serem identificados e banidos da sua empresa.

A Urgência

O cotidiano nos devora numa enxurrada de atividades, e-mails, reuniões improdutivas. Consequência disso? A falta de foco em avaliar as prioridades para cumpri-las de forma mais objetiva e saudável. Avalie entre as tarefas urgentes das prioridades e gaste o menor tempo com elas. Afinal prioridade é o que importa.

O Pessimismo

O pessimismo retrair e coíbe qualquer ação em benefício da inovação. Com a fala de que tal prática antiga sempre deu certo, o pessimista defende a ideia de que nada novo pode entrar na esteira. É um risco, não é seguro e aquele blábláblá de sempre. Olho no futuro e nos comportamentos sociais é um jeitinho de se desviar desse fanfarrão!

O Traidor

Amiguinho da maldade e amante da ganância, o traidor é aquele que mina todas as boas oportunidades através da manipulação interna dos profissionais que fazem parte do jogo. Não veste a camisa, faz comentários inadequados e jamais se engaja com alma e coração a nenhum projeto. É alguém que não se felicita com os avanços e não se cria em ambiente do bem!

O desconfiado

Inimigo da boa partilha, o desconfiado centraliza, pensando que só ele pode fazer melhor. Não delega, não confia, não ensina; enfim, não tem braços para que os projetos rodem com a velocidade que o mercado precisa. É fácil trazê-lo para o lado do bem, afinal, é alguém com muito apuro técnico, perfeccionista. Ao se sentir seguro diante das habilidades de outrem, pode bem relaxar e virar amigo de infância!

O memorialista

Também conhecido na área como zona de corto, ele olha para o retrovisor do mercado e faz com que todos acreditem que as mudanças são bobagens, breves ondas que logo se esvaem na praia. Ilude a si e aos demais. Tem uma visão torpe da realidade e está cada vez mais longe do mercado e do cliente.

Viu como é fácil encontrar algumas características que, por vezes estão dentro de nós mesmos? Temer a mudança, querer centralizar inúmeras tarefas, manipular o acesso a algumas informações e ter um certo pessimismo diante da novidade; podem estar dentro de nós. Cabe, portanto, policiamento diário diante de tudo isso. O futuro é agora e não podemos ficar na contramão disso.

Pense nisso e bons negócios com olhar no futuro, foco no cliente e mãos na massa!

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